Exploração de trabalho infantil em Parnaiba
Dar esmolas ou trocar favores por moedas só contribui para a permanência de crianças e adolescentes nas ruas e os expõe a situação de risco pessoal e social.
Quem mais se utiliza da mão-de-obra de crianças é a sociedade. Em Parnaíba nos estacionamentos e nas feiras são encontrados menores de idade trocando favores por algumas moedas ou recebendo esmola. Atitudes que estimulam o trabalho infantil.
Dentro do projeto “Não Dê Esmola Dê Cidadania”, o Conselho Tutelar de Parnaíba realizou por volta das 08h30 deste sábado uma série de fiscalizações na cidade e que começou no mercado da Caramuru. Muitas crianças foram abordadas carregando sacolas, organizando estacionamentos.
Um dos meninos disse que tinha de trabalhar porque perdeu o Bolsa Família. O conselheiro tutelar Raimundo Santos disse que as crianças desistem da escola devido ao cansaço, dificuldade de se concentrar e perdem a proteção de projetos sociais do governo. Outra criança que carregava sacolas por alguns trocados disse que seus pais estavam dormindo. Imediatamente, os conselheiros encaminharam algumas crianças para suas casas e os pais seriam notificados.
O presidente do Conselho Tutelar de Parnaíba, Regivaldo Queiroz Rodrigues, solicitou que as pessoas não dêem esmolas e nem se utilizem dos serviços de crianças por estar incentivando o trabalho infantil e conseqüente exploração. Pois eles ficam expostos a condições insalubres recebem xingamentos gerando, assim, pessoas mal sucedidas. Problemas mentais, de sono, postura, dificuldade de discernir o certo do errado podem ser causados por trabalhos exploradores.
No Brasil, adolescentes com mais de 14 anos podem trabalhar como aprendizes e os de 16 anos podem ser empregados, mas não devem ser sujeitado a atividades noturnas ou perigosas. As fiscalizações até o final do ano estão intensificadas para coibir o trabalho de menores em Parnaíba.














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