Parnaíba: trânsito sem engenharia e com direção agressiva
Com os concursos para obtenção da Carteira Nacional de Habilitação, sempre se observa o mesmo quadro: candidatos tirando dúvidas das mais elementares, minutos antes da aplicação da prova de legislação, apesar de terem passado por um centro de formação de condutores.
No Piauí, mesmo o DETRAN aplicando o “nível um”, o mais baixo, nas suas provas, 80% dos candidatos são reprovados. O Código de Trânsito brasileiro deveria fazer parte dos currículos escolares, e sua ausência torna o Brasil campeão mundial de acidentes, 35 mil/ano. Ao se formar apenas condutores, esquecemos que o pedestre, o ciclista, o carroceiro, e todos, também fazem parte do trânsito.
Com o crescimento do número de veículos em nossa cidade, nos é exigido uma postura de ação, uma engenharia de tráfego mais adequada. Campanhas e placas educativas se fazem urgentemente necessárias, como: Ciclista trafegue pela direita. Apenas a multa não resolve, é preciso o respeito efetivo às leis e quem comete crime de trânsito que seja realmente punido. É preciso mudança de comportamento, que consciências sejam formadas, para que esta guerra não continue levando nossos parentes e amigos.
Agora motorista, observe se você respeita esses quesitos recomendados pelo professor Lawrence Schlesinger:
1) Antes de dar partida verificar as condições do veículo. Conferir as indicações do painel após ligar o motor;
2) Ao pôr o veículo em movimento analisar as condições do tráfego. Olhar para todas as direções. Iniciar a marcha suavemente;
3) Dirigindo, manter as duas mãos no volante. Movimentar o volante suavemente. Manter-se na sua faixa de rolamento. Sinalizar com antecedência ao mudar de direção ou faixa. Respeitar os pedestres que estão atravessando ou buzinar ao passar. Não atropelar o direto de passagem;
4) Ultrapassando, verificar o tráfego adiante e o que vem atrás. Avaliar bem a velocidade do tráfego em sentido contrário. Sinalizar antes de tentar a ultrapassagem. Deixar espaço suficiente após a ultrapassagem antes de retornar à sua faixa de rolamento. Evitar ultrapassar perto de lombadas, em curvas sem visão;
5) Nas interseções, respeitar o direito de passagem ou a lei de prioridade. Obedecer aos sinais de tráfego. Lembrar que o sinal PARE exige a parada total, e não a chamada meia trava. Não avançar o sinal vermelho, que acabou de mudar ou aproveitar o amarelo acelerando;
6) Reduzir a marcha para pista molhada ou escorregadia:
7) Manter distância de segurança para o carro da frente. Trafegar em velocidade compatível;
8) Manter os demais motoristas informados sobre suas paradas e mudanças de faixa, situações de emergência ou perigo;
9) Demonstrar cortesia em relação aos pedestres e todos que estão no trânsito;
10)Preocupar-se com os demais ocupantes do seu veículo em relação à segurança.
Tudo o que foi enumerado acima, são regras básicas para um trânsito educado e civilizado. É o que se denomina corretamente direção defensiva, em contraste com a agressiva que tanto dano tem causado ao nosso país e na nossa cidade. Parnaíba a cada ano tem trânsito mais confuso, sem o mínimo de empenho por parte das autoridades competentes no sentido de reverter o quadro que se torna caótico. Engenharia de trânsito se faz com estatística. Que a Secretaria de Transporte acorde para isso. Avenidas, como a São Sebastião, tornaram-se vias da morte, contando apenas com o SAMU para o recolhimento dos corpos estendidos ao chão. Torna-se urgente o limite de velocidade em toda a cidade, como se faz em cidades civilizadas: 50 Km/h em avenidas, e 30 Km/h nas ruas. Que se mexa a sonolenta Câmara Municipal.

Veículo atropelado por uma van sem freios e sem direção, no momento que se preparavam para atravessar a faixa de pedestres pequenos alunos da Escola dos Capuchinhos, na Avenida São Sebastião, em Parnaíba.










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