Portal Costa Norte - Notícias de Parnaíba: CADEIA DE VALOR CADEIA DE VALOR ================================================================================ Renato Santos on 03/09/2009 17:19:30 A vantagem competitiva de uma empresa deve ser compreendida não apenas como resultado de atividades internas, mas num horizonte além de suas fronteiras, isto é, na interação com outras empresas do setor, com as atividades de seus fornecedores e clientes, formando um ‘sistema de valores’. A cadeia de valor oferece uma forma sistemática de dividir uma empresa em suas atividades distintas, podendo assim, ser utilizada para examinar como são as atividades em uma empresa e como poderiam ser agrupadas. Porter, Michael E (1989:55). Uma empresa é formada como elo de uma ‘cadeia de valor’ que resumidamente pode se explicar como, adquirindo insumos dos fornecedores os transforma em produtos vendidos a outras empresas ou consumidores finais. Ao longo do processo que vai do fornecedor ao consumidor final, várias atividades específicas são desempenhadas e em cada uma delas é acrescentado valor na transformação de insumos em produtos ou serviços. As atividades de uma empresa, segundo Porter (1947), são chamadas de: i) atividades ‘primárias’ que tratam da criação, entrega, comercialização e suporte pós-venda e ii) atividades de ‘suporte’ que disponibilizam os recursos e a infra-estrutura que viabilizam as atividades primárias. Para o primeiro grupo – atividades primárias – ele considera as categorias de logística interna, operação, logística externa, marketing, vendas e serviços de manutenção; para o segundo grupo – atividades de suporte – as categorias são infra-estrutura, gerência de recursos humanos, desenvolvimento de tecnologia e de fornecedores. Cada uma das categorias de atividades, primárias e de suporte, acumula tipos de atividades que desempenham funções diferentes na vantagem competitiva: 1) direta, que proporciona ao comprador benefícios diretos (montagem, marketing, projeto do produto etc.); 2) indireta, que viabiliza a realização de atividades diretas em uma base contínua (manutenção, operação de instalações, gerência da força de vendas etc.); 3) garantia de qualidade, que assegura a qualidade de outras atividades (revisão, inspeção, testes etc.). As atividades de valor são construtoras da vantagem competitiva. A cadeia de valores se constitui num sistema de atividades independentes que estão relacionadas entre si por meio de elos que se caracterizam nas relações entre a maneira como uma atividade é realizada e o custo ou desempenho de outra. Os elos entre atividades de valor geralmente têm origem nas seguintes causas comuns como: a) a mesma função pode ser desempenhada de formas diferentes; b) o custo ou o desempenho de atividades diretas é melhorado através de maiores esforços em atividades indiretas; c) atividades executadas dentro de uma empresa reduzem a necessidade de demonstrar, explicar ou prestar assistência técnica a um produto no campo; e d) funções de garantia da qualidade podem ser desempenhadas de formas diferentes. A cadeia de valor deve periodicamente passar por um exame, em decorrência das prováveis mudanças de condições no decorrer do tempo. Ainda o mesmo autor, Porter (1947) existem quatro dimensões de escopo que afetam a cadeia de valor e que podem ter um efeito significativo sobre a vantagem competitiva, a saber: 1) escopo do segmento – as variedades de produtos produzidos e de compradores atendidos; 2) escopo vertical – até onde as atividades são executadas internamente ao invés de terceirizadas; 3) escopo geográfico – as regiões ou países em que uma empresa compete com uma estratégia coordenada; e 4) escopo do setor – a variedade de indústrias semelhantes com as quais a empresa concorre com uma estratégia coordenada.