O BRASIL MERECE PERDÃO
Para quem procura e cultiva sarna para se coçar, o melhor é deixar mesmo o Sarney continuar... a mandar e comandar uma elite tosca e arcaica – trevas de várias estações e conveniências que não poupam a camaradagem e o corporativismo. É o dono da sala, da casa do salão. Coitada da nação brasileira. Olha como o apoio constitucional é carregado de ‘causos’ que até Deus duvida.
Quem cuida do cidadão? Ele próprio, pois a sua representação pouco faz pelas necessidades garantidas na Constituição. Quem vai lá, ajoelhar-se e rezar? Com certeza, não é o político matreiro que do seu gabinete fez um feudo e fez a ética mofar. Quá, quá, quá... E, nesse faz de conta que de nada sabe, enquanto escândalos se perdem em contas e escutas, curtas e matutas, a governabilidade atua e a popularidade continua vigente. Ah, se eu pudesse e a minha influencia força tivesse, eu iria adorar ter uma conta no exterior para contar, contar, contar e cantar de alegria a Ave Maria.
O feudo detesta saúde, segurança pública, alimentação e educação – o ‘basicão’ da firmeza constitucional e sobram migalhas para a nação em contas e atos secretos tal qual as dobras do acordeão. Que pauleira! Luís ter que respeitar Januário que é muito mais famoso e com ele ninguém vai. Vai? Foi o nosso que é para eles por todos os séculos vindouros, passados e agraciados por leis que não pontuam uma melhor qualidade de vida. Sujeira total. Quantos ecos desconexos ouviremos ainda nessa edição? Serve um bilhete para o amigo do amigo de um tio do filho do senador aquiescer um favor? Sim? Este é o Brasil que não quer mais existir. Por que você não para? Para Pedro, para. Dinheiro? Claro, eu quero também depositado no estrangeiro.
E o Congresso altaneiro vai amesquinhando o homem até deixá-lo sem vida, sem cor e em pleno estado de humilhação. Que é isso, meu irmão, nada camarada. Lá na Corte, outros galos cantam e o som ressoa entre gabinetes saídos dos clarinetes em forma de estiletes, sem cintas nem corpetes. Tropeiros esguichos do carnaval que passou.
Quem vai remendar o conserto do soneto do mesmo que voltou a ser eleito depois de ter escondido todos os defeitos, inconstitucionalicimamente? Quem vai ter moral de pedir perdão à Nação por tanta vergonha jurídica, administrativa e social? É você, cara-de-pau? Ecos consoantes e ritmos foscos são ensaiados no subsolo da agremiação. Não venha, não.
O Brasil merece o Brasil e não respeita o brasileiro mutreteiro e, tampouco, a mordaça eletrônica de amanhã. Ai de nós, cheios de dós.
ENTREVISTA
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Analu Escórcio Santana, formada em letras e inglês, atual Secretaria de Turismo de Piracuruca, está feliz da vida pelo sucesso do Festejo de Nossa Senhora do Carmo, recém acontecido em sua cidade. Segundo ela, o sucesso é o resultado da seriedade do trabalho focado nas potencialidades turísticas da região, que não são poucas. Analu vem desenvolvendo um trabalho de resgate da
auto-estima do seu povo e, ao mesmo tempo, divulgando o artesanato em rendas, bordados e doces caseiros. Seus planos para a divulgação do Parque Nacional de Sete Cidades e do Complexo Turístico da Prainha são tão importantes quanto mostrar e conservar a segunda Igreja barroca do Piauí, que tem seu pátio tombado. De promoção em promoção, por meio de cursos de qualificação, a região vai se tornando um point de interesse turístico. Vivendo num oásis de paz e tranqüilidade, com direito a “burburinho” da vizinhança, Analu é categórica que para se viver bem é preciso ter paz e fazer um trabalho baseado na ética e no respeito ao público. Seu conselho para a felicidade? Trabalhar no que gosta e ter um amor participativo. Dinheiro é conseqüência. Seu próximo objetivo? Divulgar o roteiro “Serras Nordeste”. Parabéns. Analu é linda.









auto-estima do seu povo e, ao mesmo tempo, divulgando o artesanato em rendas, bordados e doces caseiros.
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