Obesidade

image Uns quilos a mais hoje, uns anos a menos no futuro.

A obesidade é uma doença presente em nossa realidade, em nossos lares. O excesso de peso se manteve estável nos últimos anos (43,3%), mas a obesidade aumentou nos brasileiros, especialmente nas mulheres.

Pesquisa do Ministério da Saúde, com dados em 2008, mostra que hoje 13% dos adultos são obesos, sendo o índice maior entre as mulheres (13,6%) do que entre os homens (12,4%).

Segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria, 15% de meninos e meninas brasileiros estão obesos. Na década de 80, apenas 3% delas eram obesas.

A obesidade é uma doença multifatorial, ou seja, possui varias causas seja de ordem hereditária, má alimentação ou estilo de vida. Caracteriza-se pelo excesso de gordura corporal, levando ao desequilíbrio energético.

Devemos entender que o colesterol normal é necessário para manter algumas de nossas funções vitais, mas o seu excesso causa danos ao organismo que vão além da estética, danos estes irreparáveis à saúde, sendo hoje, considerado maior causa de morte por doenças coronarianas.

O acesso à variedade de alimentos ricos em gordura e carboidratos é muito fácil, mas a educação da população deixa a desejar, até a própria mídia também contribui para esta cruel realidade, por meio de veiculações apelativas, sem falar dos modismos.

A evolução do padrão alimentar nestes últimos anos evidenciou o declínio de alimentos tradicionais na dieta dos brasileiros.

Houve aumento de até 400% do consumo de produtos industrializados, revelando um Brasil mais gordo, caracterizado pelo excesso de peso.

Em virtude deste perfil os indivíduos tornam-se mais suscetíveis ao aparecimento de doenças crônico-degenerativas como: hipertensão, diabetes tipo II, câncer, AVC (acidente vascular cerebral), doenças cardiovasculares, sendo que estas lideram o ranking em prevalência de mortes em todo o mundo.

Estas doenças provocadas pelo acúmulo de gordura no sangue geram ainda graves transtornos sociais, pois o obeso é um paciente que sofre vários tipos de preconceitos, relacionados, por exemplo, com aceitação social, pois a mídia impõe hoje a magreza como padrão de beleza.

O recomendável é que se procure o quanto antes um profissional de saúde (médicos, nutricionistas) a fim de que se faça um acompanhamento e então definir o tratamento adequado.

O ideal é que se construam hábitos de vida saudáveis, portanto, uma boa e equilibrada alimentação, não deixando de lado a prática de atividade física, garantindo longevidade e qualidade de vida.

“Se cada pessoa se preocupar em desenvolver um padrão comportamental favorável a sua saúde e lutar para que as condições sociais e econômicas ofereçam melhoria na qualidade de vida, a saúde de todos certamente estará dando uma poderosa contribuição para que tenhamos uma população mais saudável, com vida longa e prazerosa.”

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Fernanda Magalhães
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