Você sabe votar?
O objetivo desse post não é dizer que sei votar e sim analisarmos, todos nós, se o estamos fazendo de maneira correta, mesmo porque não é meu objetivo dizer que candidato “A” é melhor que o “B”, afinal, todos os candidatos tem seu pontos positivos e negativos, nenhum deles é ou será um gestor perfeito. Cabe a nós escolher de maneira adequada, analisando criteriosamente todos os aspectos e assim, encontrar a melhor opção para a realidade econômico-social pela qual passa tanto o município quanto toda a federação.
As eleições são em geral um grande acontecimento. Movimentam milhões em dinheiro, militantes fanáticos, e há quem a chame de “festa da democracia”. Eu particularmente não gosto desse termo, pois em um país onde tudo se festeja, fica a impressão que são os cidadãos que “limpam o salão” ao final da tal “festa”, enquanto os políticos, você sabe...
Mas, afinal, você sabe votar? Essa é uma situação complicada, uma vez que votar, ao mesmo tempo em que se refere a exercer a cidadania para uns, para outros muito se assemelha a uma partida de futebol, onde o coração e a emoção falam mais alto. Existem aqueles que carregam bandeiras do candidato, do partido, enchem seus carros de adesivos, pintam o muro de suas casas... Enfim, uma legítima torcida organizada!
Mas existem também os eleitores conscientes, que analisam os aspectos ideológicos e a história política do candidato, não se deixam levar por promessas e favores. Sem promessas de cargos, portarias nem qualquer coisa do tipo. Votam porque desejam exercer seu direito democrático e tornar seu município, estado e país um lugar melhor. Entretanto este ao que parece, está em extinção em algumas partes de nosso país.

Você já deu seu palpite hoje?
Debater sobre política é tão essencial quanto café da manhã. Entretanto não entenda esse debate como sendo aquele que acaba em pancadaria, embora as Assembléias e o Senado insistam em provar o contrário, esse é o tipo de discussão em que as opiniões se evidenciam e aprendemos um pouco um com os outros. Ao menos assim é o desejável, pois seja você quem for, esteja onde estiver, basta sair de casa, e você com certeza encontrará algum amigo PHD em Políticas Públicas que, claro, apontará inúmeras saídas para o desenvolvimento da região, e o melhor de tudo, sem nem ao menos saber o que é receita orçamentária. Ou seja, um “jênio” [sic].
Debater sobre política se faz necessário, afinal é a partir desses e de uma análise criteriosa dos candidatos que formulamos nossas concepções e conseguimos com que outros compreendam a importância do voto consciente. Mas convencer alguém a não votar por votar, essa sim, já não é tarefa das mais simples. Em conversas com amigos ainda existem aqueles que dizem: “Se rolar um favor, eu voto!”, ou seja, matematicamente falando, um cidadão com essa “linha de raciocínio” está anulando o voto de alguém que analisa, ouve ou assiste aos horários eleitorais e procura votar de maneira correta. Mas é para desanimar?

Democracia no Brasil
Estamos no maior período democrático já vivido pelo povo brasileiro, ou seja, com cerca de 24 anos, a democracia brasileira ainda está muito recente, e o que se espera é que o povo brasileiro acredite no poder que essa forma de governo lhe confere, onde podemos escolher os rumos a serem seguidos. Algo que nos dias de hoje acontecem com frequência, não é mesmo? Eu por exemplo decidi que o Senado Federal parecesse mais com uma rinha. Também decidi anteriormente que o PT daria continuidade a uma política econômica neoliberal, aonde a dívida interna chegaria a níveis astronômicos (hoje a dívida pública chega a R$ 1,6 trilhão, enquanto a dívida externa alcançou US$ 267 bilhões segundo Maria Lucia Fattorelli, auditora da Receita Federal, em entrevista a revista Caros Amigos, edição de Julho de 2009). Autorizei também o governo FHC a privatizar empresas que demoraram anos a se consolidar no mercado nacional e internacional. Enfim, decisões são tomadas e o povo só observa. Basta a grande emissora “A” manipular os dados, a emissora “B” reforçar os números e pronto, está criada uma verdade. Some a isso as explicações daqueles que lucram diretamente com as políticas orçamentárias e você tem um quadro complexo de corrupção instalado nos níveis mais profundos das instituições públicas existentes.
O que fazer?!
Amigo, rasgar seu título de eleitor não resolverá o problema. Atrapalhar os que votam em outros candidatos que não o seu no dia da eleição muito menos. Mas uma saída é você procurar aprender mais sobre o que é, como se faz, e porque existe política. A política partidária no Brasil é complicada, afinal, o aliado de hoje é o Judas de amanhã, mas ainda assim cruzar os braços não resolve nada. Escolha um candidato que você conheça, em caso de câmara de vereadores e assembléias dê preferência a um com o qual você tenha algum contato e possa cobrá-lo, não aqueles com síndrome de David Copperfield, que como em um passe de mágicas some e reaparece 4 anos depois. Mesmo que não concorde com o discurso de algum candidato, ao menos o respeite, assim como a seus eleitores, lembre-se de respeitar para ser respeitado, afinal é natural que haja divergência de opiniões em relação a um assunto tão complexo, o que não pode haver é falta de respeito. Se você conhece alguém que compreenda gestão pública, possua boa índole, incentive-o a se candidatar. Participe de reuniões em associações de moradores, conferências, reuniões, encontros (um bom exemplo é a Federação das Associações de Moradores do Estado do Piauí – FAMEPI, que faz um trabalho fantástico, promovendo seminários, palestras, a aqueles eleitores, que como eu, precisam de orientação), seja ativo politicamente, não se esconda por trás de outros eleitores. Tenha você 18 ou 88, não importa, exerça seu poder. 2010 ano de eleições, escolha bem, e boa sorte... A todos nós...










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