O ARMÁRIO DE ROCK HUDSON
considerado um dos maiores mitos de Hollywood. Sua imagem estaria sempre relacionada a virilidade, beleza e masculinidade. Foi galã absoluto entre as décadas de 1950 e 1960, figurando entre os dez astros de maior bilheteria do cinema norte-americano;
Em Hollywood, a fantástica fábrica dos sonhos do homem americano, (por que não dizer do resto do mundo?), os mitos foram criados para mexerem com o imaginário coletivo do povo que vivia as agruras do CRACK (quebra da bolsa em 1929), período de grande depressão na América e no resto do mundo. A miséria tomou conta da realidade do homem, que convivia com o desemprego, a fome e o suicídio. Diante de tantas desgraças do cotidiano; o sonho e a diversão ficariam para quem tivesse sobrevivido a essa calamidade mundial.
O cinema foi a válvula de escape para “alimentar”, digamos, a utopia de quem precisava erguer a cabeça e confiar em dias melhores que estariam para chegar. Nesse espaço de tempo, de forma paradoxal, as salas de projeção estavam lotadas para verem a menina prodígio, SHIRLEY TEMPLE(aqui no Brasil, Maisa, a garota SBT, é o protótipo da estrela), com seus cachos dourados e seu sorriso encantador. Foi a artista mais popular no auge da depressão, fazendo o presidente Roosevelt comentar ao seu respeito, agradecendo-a por ter feito a América atravessar a grande depressão com um sorriso. FRED ASTAIRE e GINGER ROGERS dançando no teto, fizeram a platéia acreditar nos seus próprios sonhos. O mundo dentro das salas de cinema era mágico, perfumático e inebriante; lá fora, a dor, o caos e o desemprego. Mundos diferentes mais habitados pelas mesmas pessoas.
Durante a depressão até a década de 50 (a chamada era de ouro de Hollywood) , o cinema produziu deuses e mitos , que assim como na mitologia, estariam acima do bem e do mal. Como num Olimpo, verdadeiras divindades saíram da obscuridade e surgiram na telona encantando o mundo inteiro: Marlon Brando, Elizabeth Taylor, Kim Novak, Marilyn Monroe, James Dean e ROCK HUDSON (1925-1985). Este último, considerado um dos maiores mitos sexuais de Hollywood. Sua imagem estaria sempre relacionada a virilidade, beleza e masculinidade. Um verdadeiro Deus do “Olimpo” cinematográfico.
Foi galã absoluto entre as décadas de 1950 e 1960, figurando entre os dez astros de maior bilheteria do cinema norte-americano; chegando a ser indicado ao Oscar em 1955 pelo filme: ASSIM CAMINHA A HUMANIDADE (Giant), onde protagonizou ao lado de Elizabeth Taylor e James Dean, um drama épico. Mas, como tudo em Hollywood era fantasia, a imagem do galã másculo e sensual de 1,93m, fazia parte da magia que a industria oferecia ao grande público, pois enquanto as suas fãs dormiam sonhando com ele, o astro dormia sonhando com os homens. Ao contrario das moças que não conseguiam alcançar seus sonhos, Rock sempre fez do sonho a estrada para a realidade.
Sim, Hudson era homossexual, e os estúdios faziam de tudo para encobrir a predileção do rapaz por outros rapazes, chegando até casa-lo com sua própria secretária, que também era sua fã (essa conseguiu!) , mas o casório não deu certo, pois a moça gostava de bolo de chocolate enquanto ele,de limão. Muitos diziam que durante as filmagens de ASSIM CAMINHA A HUMANIDADE, Liz Taylor assumiu uma queda por ele, chegando a oferecer ao astro um pedacinho do bolo de “chocolate”. Tudo em vão. Rock Hudson queria era comer um pedaço de bolo de limão com James Dean. O que restou a Liz, foi transformar-se em sua ‘grande’ amiga. Ela também seria amigona de MICHAEL JACKSON, e MONTGOMERY CLIFT (outro astro famoso, desajustadamente homossexual) oh sina!
Nas décadas de 1970 e meados de 1980, o ator apareceria menos nas telas, mas com freqüência na TV, em seriados como O CASAL McMILLAN e DINASTIA (seriado de grande sucesso comparado a DALLAS) , mas sempre escondendo sua verdadeira opção, pois ainda era lembrado como o eterno galã das comedias românticas que protagonizou nos anos 60 com DORIS DAY. Então veio a AIDS e com ela, a mídia , que não parava de encher os tablóides com manchetes sobre o terrível mal do século.
Rock havia contraído a doença, e em estado terminal, três meses antes de morrer, anunciou ao mundo que era viciado em bolo de “limão”. A velha e nova Hollywood ficaram chocadas com a divulgação não só de que estaria com AIDS, mas que era gay. No que foi apoiado por suas duas amiguinhas: DORIS DAY E LIZ TAYLOR.
Ao morrer, não só deixou o legado de bons filmes, mas também estabeleceu um padrão em Hollywood e até mesmo no comportamento dos homens. Para ser gay, não precisa necessariamente soltar a franga e nem saber todas as letras de LADY GAGA e da MARIAH CARREY, e nem tão pouco esconder o dvd do HIGH SCHOOL MUSIC; basta apenas alguns bons filmes de Hudson, zelar o armário, e claro, saborear um bom bolo de limão.










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Comentários ( 6 postado ):
eita q vai influenciar muito viuu.
Um abraço"
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