Salário médio do trabalhador do Piauí é o menor do país
O salário médio do trabalhador do Piauí é o menor do Brasil, apontou pesquisa realizada pelo Ministério do Trabalho e do Emprego, a partir dos dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). O Ministério do Trabalho e do Emprego informou que o salário médio dos trabalhadores piauienses é de R$ 499, enquanto o salário médio mais alto do país é de R$ 818,09, o dos trabalhadores paulistas.
A análise dos dados, tomando como referência os valores dos salários recebidos pelos trabalhadores evidencia, no primeiro semestre de 2008, um diferencial de 64% entre a média do maior salário de admissão de São Paulo (R$ 818,09) e do menor no Piauí (R$ 499,00), sendo que no primeiro semestre de 2003 esta diferença era de 85,38%, expressa pelos salários de R$ 707,27 verificados em São Paulo e de R$ 381,52 no Piauí. “Comprovando que as diferenças salariais regionais estão sendo diminuídas com o crescimento generalizado da economia brasileira”, falou o ministro do Trabalho e do Emprego, Carlos Lupi. O salário médio do trabalhador piauiense cresceu 56,05% nos últimos cinco anos.
O salário médio do trabalhador brasileiro cresceu 22,36% nos últimos cinco anos, de acordo com recorte do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado pela primeira vez pelo ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi. O rendimento médio de admissão do trabalhador brasileiro nos seis primeiros meses do ano passou de R$ 568,88, em 2003, para R$ 696,10, em 2008.
A superintendente do Trabalho e do Emprego no Piauí, Paula Mazullo, informou que o aumento do salário médio do trabalhador piauiense são justificados em grande parte pelo aumento do número de categorias profissionais que têm aumento salarial acima da inflação por conta dos acordos e convenções coletivas de trabalho.
Ela afirmou que por causa da convenção coletiva, os trabalhadores da área de plantação de soja e das plantações de cana-de-açúcar é de R$ 430 a R$ 450.
“Na zona urbana, os trabalhadores em postos de combustíveis, vigilantes, empregados de bares e restaurantes, hotéis, lanchonetes, de condomínios fechados e várias categorias têm conseguido reajuste salarial acima da inflação por causas dos acordos e convenções coletivas”, afirmou Paula Mazullo.
Este aumento decorre da elevação generalizada em todas as Unidades da Federação, com destaque para o estado do Maranhão com alta de 38,71%, seguido do Acre, com 37,08%. Em contrapartida, os estados que registraram menor elevação do salário médio na comparação dos primeiros semestres de 2003 e 2008 foram o Amazonas (12,87%), o Distrito Federal (13,10%) e São Paulo (15,67%).
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